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sábado, 27 de agosto de 2011

O lanterna verde e o brasil amarelo


Sei que a intenção do filme não é tratar do Brasil, mas após assisti-lo pensei na contradição brasileira. No filme o verde (vontade) é o bem e o amarelo (medo). O filme não traz nada de novo. Efeitos espetaculares, roteiro previsível, mas um bom entretenimento.

No Brasil o verde é a riqueza da flora e o amarelo a riqueza. Mas também pode ser o verde da natureza e o amarelo da riqueza capitalista. Não sei por que pensei isto? Mas pensei... Neste raciocínio, eu acho que um dos problemas do Brasil é a nossa falta de capacidade de lidar com a riqueza, e neste sentido, consideramos o dinheiro fundamental mas nem todos tem acesso às oportunidades de consegui-lo. E assim, a exclusão e o medo são crescentes. Medo de não conseguir espaço social ou medo de perder. Perder patrimônio.

O medo de perder o conforto ou a estabilidade nos imobiliza...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Indústria cultural e GLEE: o sucesso

Sandro Luis Fernandes

Uma das intenções da indústria cultural é produzir cultura para o consumo. Quando acerta a mão muita gente ganha dinheiro com isso. Lembro dos Menudos, Rouge, Backstreet Boys, Spice Girls e tantos outros grupos e bandas montados para atingir determinado nicho de mercado, ou seja, fazer o que o consumidor quer consumir.

Claro que não é preciso ser “montado” para criar nas graças do consumo: Rolling Stones, Beatles, U2, Legião Urbana também fazem parte da Indústria Cultural. A qual lembrando Walter Benjamin se aproveitou da facilidade da reprodutibilidade técnica das obras de arte. Só que, ainda lembrando desta facilidade, atualmente qualquer um produz o que quiser e como quiser, artisticamente falando, mas cai no problema da distribuição e produção de shows que ainda “pertence” à indústria da cultura.

E o que tudo isto tem a ver com o seriado teen da moda produzido nos EUA: GLEE???

Fico pensando nos jovens que foram contratados para fazer parte do elenco que me parece representam eles mesmos. Adolescentes talentosos que queriam demonstrar suas habilidades e fazer sucesso. Conseguiram. Só que o produto criado rendeu tanto que agora eles fazem shows representando seus personagens. Fiquei pensando que isto seria frustrante, ou seja, se faz sucesso representando um personagem mesmo fora do espaço do seriado. Mas no fim das contas não é o que todo artista dentro da lógica industrial faz: A Madonna é todo dia a estrela que ela representa?

E juntando tudo isso tem o que? O mesmo de sempre. Um grupo formado para atender uma demanda, ou no caso do Glee para atender um espaço criado pela própria Indústria “sem querer”. Será??

Os atores interpretam personagens que fazem sucesso. Que é o que eles, em princípio queriam. Isto é estranho? Não sei. Pode ser. Mas no fim das contas é o que acontece e aconteceu com as bandas citadas no início. E que alguns não suportam, que acho que é caso da Amy Winehouse. A produção industrial sufoca e alguns tentam fugir disso.

Observação importante: “"Glee 3D", que tem a direção de Kevin Tancharoen e no elenco os atores da série de TV, chega aos cinemas norte-americanos no dia 12 de agosto. E tem previsão para chegar ao Brasil no dia 16 de setembro.” (fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/139318+glee+3d+tera+homenagem+para+amy+winehouse)



quinta-feira, 30 de junho de 2011

O inverno até que enfim: fogão a lenha e sustentabilidade


Viver num ambiente frio é mais agradável. Eu produzo mais, fico mais tempo no meu escritório. Observo mais as árvores da minha casa e fotografo passarinhos que sobem da serra do mar para comer no planalto (saíra-preciosa e sanhaçu-papa-lararanja me visitaram neste inverno).

Além disto, acendo mais o fogão a lenha. Aliás, esta é uma preocupação constante: acender o fogão a lenha! Será que estou economizando gás? Será que é correto queimar lenha?

Depois de algum tempo pensando nisto, tomei uma atitude.

Lembrando de um período de vacas magras em que estávamos com frio e fomos pegar madeira de resto de construções. Passei a pensar objetivamente nisto. Lembrei também da minha mãe em Guarapuava que catava lenha no mato para levar para casa. Anos 50 e 60 em que havia matas perto da casa do meu avô (eles não cortavam lenha apenas pegavam os pedaços caídos no chão – ecologicamente correto sem saber).

Daí, pensando em sustentabilidade, coloco fogo no fogão sem muito remorso. Afinal tenho catado lenha (madeira refugada nas construções) aqui perto da minha casa (São Braz – Curitiba – Paraná – Brasil) que com esta febre de fazer casa nova em Curitiba tem de montão. Percebi que não sou só eu que faço isto, passa regularmente um caminhão que também cata madeira. Eu pego de carrinho de mão. Mais ecológico e saudável impossível.

Vou descer acender o fogo. Até ...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Confraria dos professores carecas II

Após reunião animada um descanso para ver a paisagem. Eita barreado bom. Feijão preto. Galeto. Que mais??? Faltou sobremesa.










Os que faltaram no primeiro encontro fizeram questão de marcar nova data. Eita vida boa.












domingo, 27 de março de 2011

Curitiba: mais um aniversário da cidade na vida de cidadãos ilustres

Passei a morar em Curitiba (1993) quando a cidade comemorava seus 300 anos (Festança do Greca!). O que chamou atenção do então jovem chegado do interior (Guarapuava e Maringá) foi a diversidade de manifestações artísticas no cotidiano, multiplicadas pelo evento que se tornou tradição no fim de março.

Meu desenvolvimento estético e artístico foi aprimorado em Curitiba. Fiz aula de capoeira angola, dança afro, técnica de Alexander, estudos de percussão, participei do Grupo Fato e vários oficinas no Festival de MPB, além de estudos esporádicos de canto e música. Já desenvolvi projetos de ensino por toda a cidade (parceria com Prefeitura e o projeto Escola e Universidade). Além disto, me especializei em ensino de história, estudos da cultura e do cinema no ensino.

Atualmente sou representante de Santa Felicidade no Conselho Municipal de Cultura. Mas fiz o texto não para falar de mim, mas uma homenagem a Curitiba. E nesta homenagem apresentar e enaltecer dois curitibanos ilustres: meus filhos. E eles são o que são, culturalmente falando, por terem vivido em Curitiba.

O Léo Orun virou cantor e violonista. Amador por enquanto. Já fez teatro, participou de coral, já competiu em festivais, até gravou jingle para o Beto Richa na primeira eleição para prefeito (mas a música não foi para a campanha).

O Pedro Okan com trajetória parecida faz teatro, arranha muito bem um violão, e já está um excelente baterista (um pouco de influência do bisavô guarapuavano). Também já participou de coral, mas só agora arrisca soltar a voz solo.

Dá muito orgulho ver e ouvir, estes curitibanos, com sua banda Skambo (por enquanto), que também tem um curitibano ilustre: Francisco Sandmann.

Mas e o aniversário de Curitiba? O Pedro Okan fará sua estréia como ator no Festival de Curitiba este ano. Encenando a peça O Sumitério da companhia Estupefata o piá homenageia sua cidade natal no dia 30/03: feliz aniversário cultural para Curitiba.